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Conhecemos o Deus a quem adoramos? (João 4.22)
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Publicado em: 24/8/2010
Por: Cleilson Nogueira Trindade
Pastor
prcleilson@hotmail.com
Missionária Volta de Cristo
Vilhena/RO

INT.: Parece soar mal aos nossos ouvidos quando ouvimos dizer que não conhecemos o Deus a quem adoramos. Na verdade isso não é por causa de Deus, mas por causa de nós. Ele Se revelou de 4 formas, pelo menos: através da natureza, da consciência, através da Palavra e através de Jesus, a revelação máxima. O problema está em nós. Com olhos e ouvidos fechados para esta revelação, cada um vive no seu submundo relativista, onde cada um tem sua verdade e isso determina a forma como definimos Deus e O adoramos. É mal do século XXI deixar que as coisas corram soltas sem haver alguém que aponte. Afinal, este século é caracterizado pela filosofia que repudia os valores absolutos. E isso está contaminando a igreja. Esses dias mesmo, falando sobre certos cânticos cheios de letras antibíblicas, uma pessoa me disse pra parar com essas críticas, porque a Bíblia diz para não julgarmos. Será isso mesmo o que a Bíblia diz? Isso é perigosíssimo para nós, aceitarmos que os valores absolutos da Palavra de Deus sejam desprezados e até negociados.

Vejamos algumas considerações sobre adorar o que não conhecemos. Ao mesmo tempo em que instruímos, devemos combater os erros.

I – O HENOTEÍSMO NA ADORAÇÃO CRISTÃ
1.    A história do altar ao “deus desconhecido” - Há muito tempo antes de Cristo, houve uma praga que matava os animais e as pessoas em Atenas. Depois de muito tentarem sem êxito, chamaram Epimênides, um sábio que morava na ilha de Creta. Ao chegar em Atenas ele propôs que ajuntassem ovelhas num curral durante a noite sem que estas se alimentassem. No outro dia, ele disse: "Se há algum deus a quem ainda não clamamos, que ele escolha uma dessas ovelhas para lhe sacrificarmos, para que cesse essa praga. Ao soltarem as ovelhas, todas, menos uma saíram para pastar. A que ficou foi sacrificada "Ao deus desconhecido" e a praga cessou.
2.    A canção “Não há deus maior” – henoteísmo (crença em vários deuses tendo um superior) – na verdade não há outro, nem maior, nem menor, nem ninguém
3.    A singularidade de Deus (Shema Israel, Adonai Ehloheinu, Adonai Echad) (Dt 6.4)
a)    Deus é um, deve ser adorado como único, não como maior
b)    Revelou-Se em 3 Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo – isto é, única divindade e tripessoalidade. Mas ao adorarmos a Deus não devemos fazer separação entre as Pessoas. Devemos adorar a Deus.

II – A IDOLATRIA NA ADORAÇÃO CRISTÃ
1.    Além da idolatria no Catolicismo, encontramos idolatria no meio evangélico.
a)    Quando projetamos em nossa mente a imagem de Deus, pode não ser Deus quem estamos adorando – cuidado ao pensar em Deus como figura
b)    Alguns adoram a Bíblia! Cuidado! Adore a Palavra encarnada, não a Palavra escrita!
c)    Quando dizemos que nossa denominação é a única que nos salva, então idolatramos a instituição!
d)    A idolatria de músicas, cantores, pregadores, etc. nem se comenta (procurem um vídeo de homenagem à Ana Paula Valadão no youtube, que parece mais idolatria, talvez não por causa dela, mas o povo, infelizmente não sabe discernir entre admiração e adoração)
2.    Ed René Kivitz publicou um artigo “O Deus idolatrado”, citando 10 formas como os crentes idolatram, mesmo que seja o próprio Deus, quebrando assim o 2º mandamento. Em uma delas, ele afirma que Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é destituído de implicações morais, pois isso neutraliza e despersonaliza Deus.
3.    Há uma diferença entre “latria” e “idolatria”. O 1º significa serviço de culto; o 2º fala de prestar este culto a ídolos. Deus deve ser “latrado” (cultuado), não “idolatrado”

III – O PANTEÍSMO NA ADORAÇÃO CRISTÃ
1.    Panteísmo: pensamento que defende a ideia de que Deus é tudo e tudo é Deus.
2.    Música da banda Novo Som: “Eu não sei olhar para o céu, sem ver numa estrela um pedacinho de você, ó Deus de amor”. Na criação não vemos "pedaços" de Deus, mas Seu poder criador!
3.    Outras formas de panteísmo no louvor
a)    Quando confundimos Deus com símbolos: Santo dos santos, arca, véu, símbolos místicos do AT
b)    Quando mistificamos lugares, como Jerusalém, ou até mesmo templos e os objetos que nele se encontram, como óleo, réplicas dos símbolos do AT, lenços...
c)    Ao misturarmos as bênçãos de Deus com o próprio Deus e confundirmos o trono com Aquele que nele está assentado
d)    Quando trazemos Deus demais para nossos sentimentos afetivos corrompidos pelo pecado: paixão, beijar, dançar, morrer de amor, etc. Deus é transcendente!
4.    A adoração deve ser exclusivamente voltada para a Pessoa de Deus. Ele é totalmente separado de Sua criação, pois a governa, dirige e controla!

IV – CANTAR A PALAVRA: UM CONCEITO A SER ENTENDIDO (Sl 119.54)
1.    Estar escrito na Bíblia não é critério suficiente para que uma canção esteja correta
a)    Precisamos aprender a teologia da interpretação - Hermenêutica
b)    Não devemos afirmar o que a Bíblia não diz (4/1 – “5 pães e 2 peixinhos” - diz que o menino disse à mãe que ia ajudar Jesus a alimentar uma multidão...; Diante do Trono – “Vitória na cruz” - diz que o inferno se alegrou com a morte de Cristo - heresia americana)
c)    Não devemos contradizer o que a Bíblia diz (Toque no Altar – “Deus de aliança” - diz que Deus é de perto e não de longe, mas a Bíblia diz que Deus não é só de perto, mas também de longe - Jr. 23.23; Fernanda Brum – “Outra vez” - diz que Jesus morreria outra vez - a Bíblia diz que Seu sacrifício é único, de uma vez para sempre - Hb 10.12).
2.    Muitas músicas dos nossos dias são judaizantes e repetem os temas do AT, sendo que esses textos devem ser estudados à luz dos conceitos mais maduros da teologia cristã, revelados no NT pela doutrina dos apóstolos
a)    Santo dos santos, véu, pisar a planta do pé, arca, fumaça, prosperidade, inimigos, perseguir com espadas, etc. (Fernandinho – “Geração de Samuel”, que vai depor Saul e ungir Davi...)
b)    Os que cantam são chamados de “levitas”, consideram-se exclusivistas adoradores, como se adoração estivesse restritamente ligada à música! Amamos títulos!
c)    Devemos cantar os conceitos cristãos e não judaicos – cruz, fruto do Espírito, arrependimento, abnegação, além de dirigir adoração a Deus (reverência)
3.    Cânticos que expressam pensamento humano (Soraya Moraes – “Última chance”, diz que quer estar com Jesus nem que seja pela última vez... isso é ridículo! Pela última vez quer dizer, ou Jesus vai deixar de existir, ou a pessoa vai para o inferno!)
4.    Cânticos de batalha espiritual fora da Bíblia (Comunidade Zona Sul – “Entrei no terreno do inimigo”; Fernanda Brum – “Pisa”)
5.    Cantar a Palavra é desvencilhar-se dos conceitos hedonistas e egoístas do nosso século (cânticos onde tudo é “pra mim”, “eu” devem ser substituídos pelo “nós”)
6.    Cantar promessas para Deus e não cumprir é hipocrisia (Régis Danese – “largo tudo pra Te seguir”) (Is 29.13)
7.    Cantar a Palavra é usar a música para instruir (Cl 3.16) – se pregamos uma coisa e cantamos outra, somos incoerentes.

REFLEXÃO: Será que teríamos coragem de admitir que grande parte do que temos no mercado musical gospel não presta? Ou será que a doença relativista do nosso século já nos contaminou a tal ponto de acharmos que qualquer crítica é desprezível? Teríamos coragem de criar um conceito que se tornasse conhecido no Brasil de que nossa cidade é uma cidade diferente das outras, que não aceita massagear o ego dos ídolos evangélicos, ovacioná-los, seja na área da música ou da pregação? Se nossas respostas forem positivas acerca destas reflexões, teríamos coragem de reciclar nossas coleções de CDs e começarmos nós mesmos a compor canções biblicamente sadias para louvar a Deus e instruir Sua igreja, além de evangelizar o perdido? Ou ficaremos divididos entre fazer o que o povo gosta (como o mundo, que só canta o que está na mídia) e fazer o que é reto diante de Deus? O mercado está amplo também para as igrejas. Pessoas que não gostam de ouvir a verdade da Palavra migram para outras denominações a fim de ouvir aquilo que lhes convém. Paulo já profetizara sobre isso (2Tm 4.3,4 - tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si mestres segundo sua própria cobiça). Será que vamos fomentar esse consumismo evangélico ou vamos denunciar o erro seja de quem for, ainda que isso nos custe a “perda”? O mercantilismo é grande, mas não precisamos nos sentir pressionados a obter tudo. Chegou a hora de peneirarmos mais do que o normal. Critério se tornou uma palavra em extinção nas igrejas pós-modernas. Os crentes de Bereia serão ressuscitados? Cantamos que somos geração disso e daquilo; mas deveríamos procurar ser uma geração de crentes que conheçam a Deus, que fujam dos conceitos filosóficos vãos e teológicos cheios de heresia que existem em fartura nos nossos dias. Geração do discernimento, que não chama idolatria de adoração, nem os erros teístas de teologia. Acima de tudo humildade para reconhecer que estamos bem longe do santo querer de Deus. Não condenarmos os que nos alertam quanto à apostasia dos tempos futuros, que por sinal já chegaram.

Que Deus nos guarde nestes últimos dias.

 

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